Enquanto João Lourenço está mais aplicado em reforçar o seu poder e influências no aparelho do MPLA, embora não sendo bem sucedido, a nível interno e externo várias são as vozes que se levantam em vigorosos protestos contra os procedimentos violentos e repressores usados contra os cidadãos, como foram os tristes acontecimentos de sábado (24.10), em que uma

manifestação foi brutalmente reprimida pela Polícia Nacional e resultou, segundo dados, em mais de 100 pessoas presas, duas pessoas foram mortas, 50 feridas e 387 continuam desaparecidas.

MBINZA DIKOZA

João Lourenço e o seu executivo estão a ser criticados por todo o lado e a situação actual do país faz as manchetes dos principaís órgãos de comunicação social em todo o mundo, bem como nas redes sociais.

O Presidente angolano, assim como o seu partido, querem manter-se no poder custe o que custar.

Este desiderato é por demais sabido.

 

Segundo abalizados analistas do panorama político, económico e social do país, João Lourenço sabe bem que é mínimo o apoio e a lealdade da direcção do partido à sua pessoa, enquanto líder do mesmo,

pelo que teme que a sua imagem, por demais manchada na sociedade, esteja a prejudicar ainda mais a sua aceitação no partido.

A arrogância com que começou o seu «reinado», diante da realidade actual, deixa-o receoso, porque começa a ver o seu futuro político comprometido, considerando que o partido é o centro do poder político e joga um papel determinante.

Os efeitos sociais negativos da crise económico-financeira em que Angola se encontra, a que se junta, não o crescimento do desemprego e o constante aumento do custo de vida, mas também a ideia generalizada de que

o seu prometido combate à corrupção falhou, com os seus colaboradores mais próximos sempre em «esquemas» e roubos, em vez de governarem com aplicação, isenção e patriotismo, são reflexos da sua perda de popularidade.

Ao alargar a composição dos principais órgãos do partido injectando «sangue mais jovem», está a revelar-se uma medida precipitada e que não está a resultar.

Os jovens quadros guindados à hierarquia superior do MPLA, geralmente inexperientes politicamente, estão a cometer sucessivos erros por arrogância,

ambição desmedida pelo poder e, sobretudo, por bajulação esubserviência a João Lourenço, o que acaba por lhe ser prejudicial.

No seio do partido, principalmente dos seus militantes, fixou-se a ideia de que o aumento do descontentamento popularem relação ao seu Presidente está a afectar também o partido, o que compromete, igualmente, dese alcançar  bons resultados nas eleições autárquicas e legislativas que se avizinham.

Em três anos de mandato, está patente o insucesso das suas políticas que, em vez do prometido e muito badalado

«melhorar o que está bem e corrigir o que está mal»,

só tem agravado a situação dos cidadãos em geral e muito mais agora pela gestão negativa e aprroveitadora dos governantes em relação à Covid-19.

A popularidade de João Lourenço cai todos os dias mesmos em meios das chamadas elites, que consideram defraudantes as expectativas que alimentou quando chegou ao poder e que «brinca ao gato e o rato» no “seu” combate contra a alta corrupção que continua a ser praticada no Estado, assim como por um elevado «deixa andar» no funcionamento de organismos do Estado, por causa de vários casos de indisciplina presentes na administração.

Assim sendo, sentindo que a situação social está em «ponto de ebilição» e pronta a « explodir … », por receio de perder o controlo do poder,

João Lourenço ordenouum cerrado controlo sobre a sociedade pelo aparelho policial e de segurança que vela pela ordem interna.

Em caso de situações extremas as Forças Armadas serão chamadas a intervir, como já aconteceu quando de uma manifestação de moto-taxistas.

Contudo, há a ter em conta que o temor da população,

quando em defesa dos seus direitos, diminuiu e isso ficou constatado na manifestação de sábado e de outras já realizadas depois de Lourenço chegar ao poder, a que se seguiram os protestos diante do Tribunal Provincial de Luanda,

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onde centenas de cidadãos têm exigido a libertação imediata das pessoas que foram presas, mesmo com a Polícia a bater e a atirar gás lacrimogêneo para dispersar, juntando-se também as vigílias nocturnas a favor dos presos.

Apesar das ameaças intimidatórias das autoridades policiais,

um novo protesto está marcado para o dia 11 de Novembro, aniversário da Independência, visando exigir o afastamento do director do gabinete do Presidente da República,

Edeltrudes Costa, que terá sido alegadamente favorecidoem contratos com o Estado, segundo uma reportagem da televisão portuguesa TVI.

Os jovens pretendem também, uma vez mais, protestar contra o desemprego, a  fome e a falta de oportunidades para a juventude.

MBINZA DIKOZA

Jornal Hora H 30-Oct-2020 

 

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