Os 1.100 delegados da UNITA escolheram o novo líder da UNITA, partido fundado por Jonas Savimbi e liderado nos últimos 16 anos por Isaías Samakuva.

É Adalberto da Costa Júnior, nasceu em 8 de Maio de 1962 em Quinjenje (Huambo), é casado, pai de 4 filhos e era o Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA.

Adalberto da Costa Júnior venceu logo à primeira volta ao ter sido escolhido por 595 dos 1100 delegados (precisava de 50% mais um) oriundos de todo o país e do estrangeiro, nomeadamente de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Reino Unido, Holanda, Suíça, EUA, Zâmbia, República Democrática do Congo, Namíbia e África do Sul.

Alguns dados sobre Adalberto Costa Júnior nasceu a 8/Maio/1962 na localidade de Quinjenje – Província do Huambo – Angola. Filho de Adalberto Costa e de Natália Fernandes Costa, é casado e pai de 4 filhos.

Habilitações literárias:

Ensino Primário efectuado em Quinjenje; Ensino Secundário iniciado no Seminário Menor do Quipeio na Caála – Huambo; Concluído o ensino secundário no Liceu de Benguela e na Escola Comercial e Industrial de Benguela na opção de Electrotecnia.
Foi Pré-Universitário na Escola Comercial e de Industrial Fontes Pereira de Melo no Porto (em Portugal) na opção de Electrónica; Ensino Universitário: Instituto Superior de Engenharia do Porto no Curso de Engenharia Electrotécnica.
Curso de Ética Pública na Universidade Gregoriana de Roma.
Tem as seguintes habilitações Profissionais: Cursos de Informática; Curso de Comunicação e Marketing político; Curso de Jornalismo; Carta de Condução de Ligeiros e Pesados; Frequência do Instituto Americano de Línguas (Inglês); Curso de Italiano (Roma).
Línguas: Português, Inglês (razoável), Italiano e Francês (básico).
Com o seguinte percurso político:
Possuidor de cartão de membro da UNITA desde 1975, com o nº 625;
Militante da Juventude da UNITA desde 1978 em Benguela;
Responsável da JURA em Portugal desde 1980;
Responsável pelos Comités da UNITA no Norte de Portugal desde 1983;
Representante da UNITA em Portugal de 1991 a 1996;
Representante da UNITA em Itália e junto ao Vaticano de 1996 a 2002;
Secretário Provincial da UNITA em Luanda em 2003;
Secretário Nacional para a Comunicação e Marketing da UNITA de 2004 a 2008;
Secretário Nacional para os Assuntos Patrimoniais da UNITA desde 2009 a 2011;
Porta-Voz Oficial do Partido de 2003 até 2009;
Membro do Mecanismo Bilateral Governo – UNITA de 2003 ate 2008;
Presidente do Conselho de Administração da UNITA desde Janeiro de 2012;
Membro da Comissão Política e do Comité Permanente da UNITA;
Vice-Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA (de Outubro de 2012 a Dezembro de 2015);
Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA (desde Dezembro de 2015).

Tendo nascido em Quinjenje, que na altura pertencia à província de Benguela (este município passou a pertencer à província do Huambo, após a independência, em 1975), passou a sua infância nesta localidade, com deslocações principalmente por razões familiares entre o Cuma, o Londuimbale, o Mange, o Elende e a Ganda.

Quando terminou a escola primária, foi estudar para o Quipeio, na Caála, onde em 1975 conheceu Jonas Savimbi, na visita que efectuou ao Seminário, juntamente com a sua delegação. Coube-lhe a responsabilidade de saudar a delegação, em nome dos alunos.

Com o início da guerra civil, o Seminário do Quipeio fechou e os alunos foram todos para Benguela. Na altura o Comandante da Polícia Militar da UNITA era o seu irmão mais velho, Francisco Costa. Era na altura um dos oficiais das FALA mais graduados, com a patente de Capitão.

A adesão de Adalberto da Costa Júnior à UNITA foi influenciada pelas opções dos seus pais, também militantes e por este seu irmão que desde cedo acompanhou nas frentes de batalha grandes figuras militares, como os Generais Lumumba e Kulunga.

Com o recuo em 1976, ficou em Benguela, no Seminário, de onde saiu em 1977. Nesse ano teve lugar o tristemente célebre “Fraccionismo” com início a 27 de Maio. Benguela foi uma das cidades bastante atingidas, com milhares de fuzilamentos. Um célebre dia foi juntamente com outros alunos do Liceu levado para um campo no Lobito, onde presenciou o fuzilamento de centenas de pessoas! Este episódio ficou-lhe gravado fortemente até aos dias de hoje e reforçou as suas opções políticas.

Desde 1976, acompanhou com consciência os movimentos de apoio à clandestinidade da UNITA, nas províncias de Benguela e Huambo, onde um dos responsáveis era o marido da irmã mais velha, um ferroviário do Caminho de Ferro de Benguela, de nome Alberto Augusto Kamukundja.

Esta célula acabou por ser descoberta o que levou à prisão do seu pai, em Benguela e múltiplas prisões do cunhado em 1982 e 1984 na ACMOL no Huambo, acabando por ser fuzilado em 1989.

Saiu de Benguela para Luanda em 1978, para escapar a uma mobilização, forçada, da maioria dos bons alunos do Liceu e da Escola Comercial e Industrial de Benguela, colocados numa lista para constituição do núcleo originário da Força Aérea. Em Luanda depois de muitos esforços conseguiu o salvo-conduto e partiu para Portugal.

Em Portugal repartiu o tempo entre a formação e a militância. Durante alguns anos foi o responsável pela JURA e depois pelo Partido no Porto. Foi um mobilizador de relevo, com trabalhos de apoio ao esforço da resistência no interior do país. É disso exemplo a confecção integral das divisas dos oficiais das FALA, inclusive as do CMDT em Chefe, efectuadas no Porto pela JURA, por ele chefiada.

Alguns dirigentes que atingiram o topo da hierarquia política do Partido, são fruto da mobilização deste núcleo do Porto (por exemplo o Carlos Morgado, médico pessoal de Savimbi).

Enquanto estudante em Portugal e já responsável pelos Comités do Partido, coube-lhe a responsabilidade de chefiar a Delegação da UNITA que recebeu o Presidente Savimbi, nos finais dos anos 80, numa memorável visita ao Porto, em Portugal.

Em 1991 foi chamado à Jamba e nomeado Representante da UNITA em Portugal. Com passagens regulares pelo interior do país, coube-lhe a partir de Lisboa, acompanhar com prioridade a situação dos quadros da UNITA detidos em Luanda.

Várias missões foram cumpridas na Missão Externa, de que se destaca a luta contra as sanções, a busca prioritária da Paz, a partir de Roma e do Vaticano, sob orientação de Jonas Savimbi.

Após a morte do Presidente Fundador, Jonas Savimbi, regressou a Angola onde foi nomeado Secretário Provincial em Luanda, tendo como desafio reestruturar os diversos núcleos do Partido, dispersos, e retomar a reorganização política.

Participou na organização dos quatro Congressos realizados desde 2003, tendo sido o Presidente da Comissão Organizadora do X Congresso Ordinário do Partido.

F8  – 15 de novembro de 2019

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